Turismo GLS

Toda diversidade de Punta del Este

Publicado por: Maums em: Outubro 12, 2008

A hospitalidade e as lindas paisagens fazem do balneário uruguaio um dos destinos mais badalados do Atlântico Sul – e muito procurado por turistas gays e lésbicas, pelo clima gay-friendly que reina na cidade

Esqueça o ideal brasileiro de paraíso e descubra Punta del Este, no Uruguai, balneário consagrado há décadas como sinônimo de luxo entre os habitantes do Cone Sul, inclusive gays e lésbicas. Repleta de pompa e glamour e com uma natureza espetacular, onde a vegetação rasteira e as suaves colinas compõem uma paisagem que, de tão delicada, impressiona até o mais tropical dos viajantes, a cidade preserva um padrão de hospitalidade internacional. Inclua-se aí uma dose extra de tolerância, especialmente com a comunidade gay, que se sente à vontade em bares, baladas e nas areias de La Barra e da Praia Chihuahua, e se tem uma visão do cenário paradisíaco que o aguarda.

Não há uma época do ano ideal para conhecer Punta del Este – ou apenas Punta, como é conhecida entre seus freqüentadores. Se o verão tem a vantagem dos longos períodos de sol e das altas temperaturas, o inverno é marcado por uma dose a mais de sofisticação. O balneário foi planejado, desde sua criação, no início do século 20, para que o viajante aproveitasse a viagem sob qualquer circunstância. Se estiver calor, você pode ir à praia ou simplesmente refestelar-se nas espreguiçadeiras dos bares à beira-mar (a maioria gay-friendly) da região. Se estiver frio, pode se jogar em algum cassino. E sob qualquer condição meteorológica, pode fazer compras, provar a gastronomia local e apreciar a impecável arquitetura de seus edifícios e mansões sem muros ou grades, sempre com jardins bem cuidados. 

 

Visão panorâmica da Praia Mansa, cuja orla
é muito procurada para prática de esportes

Região central de Punta: movimento
(e ferveção) durante o dia e a noite

Explorando o litoral de Punta - Para quem vai para lá desde Montevidéu, por terra, a suave elevação de Punta Ballena marca o encontro da estrada com a costa e a chegada à área urbana de Punta del Este. Do alto da colina, ao lado da Casa Pueblo, descortina-se uma das mais belas perspectivas do litoral uruguaio. É impossível esquecer o contraste entre o céu, o mar e o continente. Ao final da península, justamente no trecho de terra que mais avança sobre o mar, vê-se a silhueta dos edifícios da área central. Do alto da colina, observa-se também que o litoral de Punta pode receber muitos apelidos, mas é dividido em apenas duas praias: Mansa e Brava. Cada uma segue sua vocação. A Praia Mansa começa em Punta Ballena e termina no centro da cidade. Voltada para o estuário do Rio da Prata, essa faixa de areia colorida e mar tranqüilo é o lugar predileto de famílias e de jovens casais que passeiam, desde cedo, com carrinhos de bebê e crianças pequenas. Não se engane, porém, com essa aura de aparente caretice: o calçadão urbanizado da orla é ideal para a prática de esportes. E, entre uma flexão e outra, os atletas entregam-se à paquera. De dia ou de noite, nas proximidades dos arbustos, sempre é possível conhecer alguém por ali. A Praia Brava, por outro lado, tem ondas fortes e nenhum calçadão. O ambiente mais despojado e desabitado faz dela o ponto de encontro dos mais jovens. Sua extensão vai desde o centro de Punta até o descolado núcleo comercial de La Barra, onde está a maioria dos bares e restaurantes em que o clima gay-friendly predomina.

Chihuahua sem pudores - Esqueça os pudores se você pretende conhecer a Praia Chihuahua, trecho de areia com a maior concentração de gays e lésbicas de Punta del Este. O point mais GLS do balneário é também a única praia onde se pratica naturismo no Uruguai. Ninguém é obrigado a ficar sem roupa de banho por ali. Mas não se surpreenda se, rodeado por um clima semelhante ao dos picos gays do litoral brasileiro, você se deparar com um casal de idosos ou um grupo de crianças correndo exatamente como vieram ao mundo. Identificada por uma discreta placa na beira da estrada principal de Punta, a entrada da Chihuahua está entre Punta Ballena e o aeroporto, cerca de seis quilômetros a oeste do centro comercial da cidade. Como é rodeada por uma reserva florestal com lagoas e vegetação nativa, é também um bom lugar para relaxar. A infra-estrutura local restringe-se a um quiosque, com lanchonete e posto de salva-vidas, ao redor do qual acontece todo o agito. Mas se você quiser caminhar um pouco na beira do mar ou atrás das dunas e da mata, não se preocupe! Logo você descobrirá que, além de extremamente seguro, o Uruguai é um ótimo país para conhecer pessoas e interagir.

Noite quente o ano todo - Quem gosta de diversão noturna tem também opções em Punta durante qualquer época do ano. O Mercury (Garlero, 1045), por exemplo, é a única balada assumidamente gay da cidade, mas funciona todos os dias do ano, da 1h da madrugada até às 6h da manhã. Localizado na principal rua de comércio do centro da cidade, é um lugar pequeno que se restringe a uma pista de dança ao redor de um bar. Mas o agito pode ser tão intenso que seus donos reservam um espaço adjacente, o Crab Bar, para as noites em que não sobra espaço. Tanto no Mercury quanto em outras tantas incríveis baladas, logo se percebe que Punta atrai gente de todas as partes do mundo. Nesse caldeirão, porém, paulistas e gaúchos ainda compõem a maioria dos freqüentadores, ao lado de portenhos e, claro, uruguaios. Além da saudável mistura de sotaques, a convivência à moda Mercosul propicia uma densidade de gente bonita acima da média de outras bandas do planeta. Punta, contudo, é um lugar tão exclusivo que não se rende a segregações. Preservando a natureza, respeitando regras básicas de convívio e, sobretudo, tendo dinheiro para aproveitar a viagem, qualquer pessoa se sente acolhida lá. 

 

Fotos: Ministério de Turismo e Esportes do Uruguai


Casa Pueblo: arquitetura, arte e pôr-do-sol 


Parrillada, o churrasco à moda uruguaia

         
Parrillada, conversa e chimarrão
 
Fazer uma refeição é um caminho fácil para conhecer pessoas no Uruguai. Tanto no almoço quanto no jantar, além da comida, o hábito local inclui horas a mais de conversa e chimarrão. Em Punta, não é diferente: a cada ano, surgem restaurantes e bares descolados onde, mesmo que ninguém erga a bandeira do arco-íris, é quase certo que gays e lésbicas marcam presença. Confira alguns:

 No Marismo, entre La Barra e José Ignácio, mesas de madeira ficam dispostas sob uma cabana e na areia da praia. Iluminado por velas e lampiões, o lugar é ótimo para comer e bebericar drinques exóticos entre o fim do dia e o início da noite.

 O chá da tarde no spa Las Cumbres, em Punta Ballena, reserva a melhor vista para o pôr-do-sol do litoral uruguaio. Fica ao lado da Casa Pueblo, residência de autêntica arquitetura mediterrânea onde o artista plástico Carlos Páez Vilaró vive e mantém suas obras em exposição. Como morou em São Paulo durante muitos anos, ele fala português e terá prazer em lhe apresentar o acervo.

 Experimente a parrillada, versão local do churrasco em que diferentes cortes são servidos à mesa sobre um réchaud. Há uma série de restaurantes especializados no centro de Punta, como o El Palenque.

 Também no centro, à beira da marina, bares clássicos como o Soho e o Moby Dick são uma ótima pedida para conhecer o jet set local, sem perder de vista os belos hermanos da região. 

Deixe uma resposta

Sejam bem-vindos!

Este é um blog de turismo voltado ao público GLS com opções de roteiros nacionais e internacionais. Naveguem, arrumem suas malas e deixem seus comentários nas matérias. Bons ventos sempre!

Calendário Mensal

Outubro 2008
S T Q Q S S D
« Set   Nov »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Matérias mais acessadas

Comentários Recentes

meg em Ushuaia, explorando a cidade d…
S2 Aline S2… em Um paraíso chamado Fernando de…
GRAÇA em Sobre nós
daniele em Um paraíso chamado Fernando de…
Angela Silva de Alme… em Recife, do frevo ao fervo